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Vim cantar-te a canção do mundo, mas estás de ouvidos fechados para os meus lábios inexatos, – atento a um canto mais profundo.
Assim firmes, duras, entre as coisas fluidas, fiquem as palavras, as vossas palavras.
Até não teres medo de morrer. E então serás eterno.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos ao longe, o vento vai falando de mim.
No canteiro, uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o Sem-Fim
Chorarei quanto for preciso, para fazer com que o mar cresça, e o meu navio chegue ao fundo e o meu sonho desapareça.
É apenas o vento que vai levando seu corpo pelas alamedas. A cada passo, uma flor, a cada movimento, um pássaro.
Pensei que era apenas demora, E cantando pus-me a esperar-te. Permita que agora emudeça: Que me conforme em ser sozinha.
Não há quem não se espante, quando mostro o retrato desta sala, que o dia inteiro está mirando, e à meia-noite em ponto fala.
E eu pisando a estrada, e eu pisando a estrada, vendo o lago denso, vendo a terra de ouro, com pingos de chuva numa luz vermelha…
Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a: Minha virtude era esta errância por mares contraditórios, E este abandono para além da felicidade e da beleza.
Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra.