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Mas não toque nas estrelas. Volve de novo a ti.
Pastores da terra, que saltais abismos, nunca entendereis a minha condição. Pensais que há firmezas, pensais que há limites. Eu, não.
Aqui estou, junto à tempestade chorando como uma criança que viu que não eram verdade o seu sonho e a sua esperança.
Ignoro tudo. Quando alguém diz que sabe alguma coisa, fico perplexa: ou estará enganado, ou é um farsante
Não foi desejo ou imprudência: não foi nada.
Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos, essa vida, que era tão viva, tão fecunda, porque vinha de um coração?
Conversamos dos dois extremos da noite, como de praias opostas. Mas com uma voz que não se importa… E um mar de estrelas se balança entre o meu pensamento e o teu.
Leve é o pássaro: e a sua sombra voante, mais leve.
O pequeno vaga-lume, queimada a sua lanterna, jaz carbonizado e triste e qualquer brisa o carrega
Ninguém venha me dar vida, que estou morrendo de amor
As cinzas que não sabes voarão sobre Apolo e Ísis. É uma noite ardente, a que se prepara
Talvez nem a sobre-humana mão que tece o ar e a floresta perturbe alguém que descansa de tão duras controvérsias.