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Recolho do que em mim observo e escuto muda lição, que ninguém mais entende. O que sou vale mais do que o meu canto.
Ó breve deusa de silêncio que na face da noite corres como a dor pelo pensamento
Eu não sei que voz seja essa Nos meus ouvidos magoados: Mas guardo a angústia e a certeza De ter os dias contados…
Oh! já não é analfabeto, esse inseto, pois sabe escrever o seu nome.
Seus gestos são os mesmos gestos de outras datas, dentro de outras raças, longe, noutros templos.
Desejo uma fotografia como esta…
Assim repleto de acasos e todo coberto de lágrimas Há um coração
Tranqüila distância em que o amor é saudade e o desejo, constância.
E teus olhos abertos nos meus fechados. E esta ausência em minha boca: pois bem sei que falar é o mesmo que morrer
Porque há doçura e beleza na amargura atravessada, e eu quero memória acesa depois da angústia apagada.
Não sinto onde é que estou, nem se estou. Não sei nada. Nem ódio, nem amor. Tédio? Melancolia.
A chuva chove mansamente… como um sono que tranqüilize, pacifique, resserene… A chuva chove mansamente… Que abandono!