Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em "Aceito", entendemos que você concorda com isto.
Termos de Uso
O convalescente mira. – Que pena, que pena no seu mirar!
Ausências e cegueiras absolutas ofereces às vespas e às abelhas, e a quem te adora, ó surda e silenciosa, e cega e bela e interminável rosa
Aroma… Graça… Qualquer coisa infinita… Amor… Pureza…
Mas quem não soluça pensando em teu rosto
Com que prazer me desfolhava, já que a vida é tão dolorosa e não te sei dizer mais nada!
É a despedida, que me encanta, quando te desprendes ao vento, fiel à queda
Oh, como não me alegra ter este coração de pedra! Dizei por que assim me fizestes, vós todos…
Sede assim qualquer coisa serena, isenta, fiel.
A noite oscilará como um dourado sino derramando flores de festa.
Não me ouvirás… É vão… Tudo se espalha pelos ermos de azul…
Nem palavras. Nem choro. A mudez. Pensativas abstrações.
Ser tua sombra, tua sombra, apenas, e estar vendo e sonhando à tua sombra a existência do amor ressuscitada.