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Termos de Uso
As minhas mãos, velas paradas, Não sei que frêmito as agitou!
Este silêncio é feito de agonias E de luas enormes, irreais…
Ao monótono embalo do acalanto O choro pouco a pouco se extinguiu…
Desde cedo aprendi a sofrer devagarinho, a guardar meu amor…
Olhai o coração que entre gemidos Giro na ponta dos meus dedos brancos!
Tudo tem, agora, Essa tonalidade amarelada Dos cartazes que o tempo descolora…
Até parece que a cidade inteira Sob a garoa adormeceu sonhando…
Mas nesta rua há um operário triste: Ele trabalha silenciosamente…
E sei apenas do meu próprio mal, Que não é bem ou mal de toda a gente.
Parece que estou vendo com os ouvidos: “Couves! Abacaxis! Caquis! Melões!”
Os meus sapatos velhos refloriram. Quase que eu saio voando céu em fora!
Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro… Nem guardas…