Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em "Aceito", entendemos que você concorda com isto.
Termos de Uso
Esquecido que vou morrer enfim, Eu me distraio a construir castelos… Tão altos sempre…
Seremos, na manhã, duas máscaras calmas e felizes
Manchas de sangue inda por lá ficaram, Em cada sala em que me assassinaram…
(Naquele tempo, amigo, a tua vida era Como uma pobre borboleta morta!)
A ciranda rodava no meio do mundo, No meio do mundo a ciranda rodava.
A torre, sobre as velhas casas, Fica cismando como é vasto o mundo!
Andam por tudo signos diversos Impossíveis da gente decifrar.
Fiquei sozinho… Mas não creio, não, Estejam nossas almas separadas! Às vezes sinto aqui…
Eu nada mais desejo, nem a morte… Delícia de ficar deitado ao fundo Do barco!
Minha morte nasceu quando eu nasci. Mas inda agora a estou sentindo aqui, Grave e boa…
E tu não vieste, sob a paz lunar, Beijar os seus entrefechados cílios E as dolorosas bocas…
A tarde pobre fica, horas inteiras, a espiar pelas vidraças