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Termos de Uso
As altas tôrres, que fundei no vento, Levou, em fim, o vento que as sostinha; Do mal que me ficou a culpa é minha, Pois sôbre cousas vãs fiz fundamento.
Leda serenidade deleitosa, Que representa em terra um paraíso; Entre rubis e perlas doce riso; Debaixo de ouro e neve cor-de-rosa;
Verdes são os campos, De cor de limão: Assim são os olhos Do meu coração.
Farei que amor a todos avivente, Pintando mil segredos delicados, Brandas iras, suspiros magoados, Temerosa ousadia e pena ausente.
Corro pera ela; e ela então parece Que mais de mim se alonga, compelida. Brado: – Não me fujais, sombra benina!
Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer;
Os bons vi sempre passar No mundo graves tormentos
Se nela está minha alma transformada, que mais deseja o corpo de alcançar? Em si somente pode descansar, pois consigo tal alma está ligada.