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Termos de Uso
Quem vive dentro em mim que ruge e clama Ou murmura, em soluços, uma prece?
Novo engano corrige o velho engano; Mas não recuas!
Os soldados de amianto, à chama indiferentes, Contra a cratera em fogo, investem sem demora.
Este eterno viver insatisfeito Tudo isso mostra bem Que a mente humana em dúvidas se abisma.
Não esperes achar compensações na terra: Se fizeres o bem, prêmio nenhum terás. Mas não culpes ninguém. É a vida. Aceita a vida…
Vive além da tua natureza, Foge à matéria E o espírito exercita
Nada perdeu da intensidade antiga Meu sempre novo e apaixonado amor; O ofício de te amar não me fatiga
– Linfa que escorre do materno veio, Só teu leite o teu filho satisfaz! Tiveste a glória da Maternidade, Prêmio, bênção divina do Senhor!
Não esperava, agora, a tua vinda. Eu tão despreocupado estava, ainda, Levando a vida como num brinquedo…
Nessa esfinge da Vida a verdade se esconde; O espírito concentro e consulto a razão, E uma voz interior, sincera, me responde…
Olho a nobre palmeira, em cujo cimo, a fronde Se agita a farfalhar; e, ora canta e assobia, E a palmeira imperial, humilde, me responde: – Não sou eu! Quem me agita a fronde é a ventania!
Maldito seja o cérebro que gera Infâmias tais que em cólera maldigo! Se eu disse tal, que tenha por castigo O beijo de uma sogra ou de uma fera!