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Termos de Uso
Ao nosso espírito ardente, Na avidez do bem sonhado, Nunca o presente é passado, Nunca o futuro é presente.
Tudo se arranca do seio, – Amor, desejo, esperança… Só não se arranca a lembrança De quando se foi feliz.
Derramo os olhos por mim mesmo… E, nesta muda consulta ao coração cansado, que é que vejo? que sinto? que me resta? Nada
Deixa em paz os passarinhos Deixa em paz a mim!
Uma parte de mim é todo mundo outra parte é ninguém
Longos anos, presa à minha A tua mão, a vista deslumbrada Tive da luz que teu olhar continha.
E todo mundo que por ela passa Há de beber a taça da cicuta E há de beber até o fim da taça!
Vivo longe de ti, mas que me importa? Se eu já não vivo em mim! Ando a vaguear Em roda à tua casa…
Assim a turba inconsciente passa
E eu aqui a chorar nesta noite tão fria! Agonia, agonia, agonia, agonia!
Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
Do que restou, como compor um homem e tudo que ele implica de suave, de concordâncias vegetais, murmúrios de riso, entrega, amor e piedade?